Entenda melhor

 

O GT Água e Saneamento é coordenado por Thiago Terada, da Aegea Saneamento, e tem como ponto focal na secretaria da Rede Brasil do Pacto Global a assessora de Gestão Corporativa da Água e Pesquisadora no Pacific Institute/The CEO Water Mandate, Giuliana Chaves Moreira.

 

 

 

Thiago A. Terada

Coordenador do GT

Aegea Saneamento

Giuliana C. Moreira

Ponto-focal na Secretaria

gcmoreira@pacinist.org

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Grupo Temático em Água atua em 5 frentes, divididas em temas relacionados às metas do ODS 6. Estes temas foram resultado de um diagnóstico realizado junto aos membros da Rede Brasil do Pacto Global. Cada subgrupo possui um coordenador, que foi escolhido por votação em fevereiro, na primeira reunião do GT Água no ano de 2019:

  • Subgrupo de Saneamento. Coordenador: Carlos Almiro (BRK Ambiental)
  • Subgrupo de despoluição de rios e oceanos. Coordenador: André Ramalho (Braskem)
  • Subgrupo de Estratégias e tecnologias para melhorar a eficiência hídrica nas operações das organizações e de sua cadeia de valor. Coordenador: a ser definido
  • Subgrupo em reúso de água. Coordenador: Rodrigo Miarelli (BRF S.A.)
  • Subgrupo em Água e clima: impacto das mudanças climáticas nos recursos hídricos. Coordenador: Renata Moreira (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP – FAU-USP)

Os membros do GT Água podem participar de qualquer subgrupo que tenham interesse e podem submeter projetos para avaliação da secretaria. O objetivo do GT Água é dar escala e acelerar projetos já existentes, que tenham potencial e estejam alinhados às metas do ODS 6. O Grupo também busca identificar temas relevantes, que os membros gostariam de trabalhar, e criar projetos de ação coletiva, com o objetivo de promover e facilitar parcerias entre diversos stakeholders.

Confira abaixo alguns projetos do GT Água.

Iniciativas / Projetos

Projeto Gestão das Águas Paulistas

O projeto "Gestão das Águas Paulistas" foi criado pelo CRA-SP em parceria com a Associação Paulista de Municípios - APM, e conta com o apoio da Rede Brasil do Pacto Global por meio do subgrupo de Saneamento do Grupo Temático Água. 

O objetivo do projeto é disponibilizar acesso a indicadores de gestão de água e saneamento para auxiliar os municípios e seus gestores na administração do uso de água e tratamento de esgoto, além de oferecer à população uma poderosa ferramenta de fiscalização na sua gestão.

A ferramenta permite a consulta a seis diferentes indicadores de gestão, possibilitando, inclusive, comparar simultaneamente como esses recursos vêm sendo administrados em dezenas de cidades, uma vez que contém os números de todos os municípios do Estado de São Paulo dos anos de 2012 à 2016.

Confira vídeo no Youtube sobre a iniciativa.

 

 

Projeto Mares Limpos Brasil

Estima-se que, anualmente, 8 milhões de toneladas de plástico tenham os oceanos como destino. Este lixo marinho pode vitimar 99% das espécies de aves via ingestão até 2050, e já impacta mais de 600 espécies marinhas. No Brasil, segundo estudos do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por itens feitos de plástico, como garrafas, copos descartáveis, canudos, cotonetes, embalagens de sorvete e redes de pesca. 

Estima-se que 80% do lixo nos oceanos tenha origem terrestre. Entre as causas do problema, estão a gestão inadequada do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria, comércio e serviços), portuárias e de turismo. A população também tem parte da responsabilidade pelo problema, devido principalmente à destinação incorreta de seus resíduos que, muitas vezes, são lançados deliberadamente na rua e nos rios, gerando a chamada poluição difusa. Os 20% restantes têm origem nos próprios oceanos, gerados pelas atividades pesqueiras, mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como os cruzeiros, por exemplo.

Dada a importância do tema, uma série de iniciativas, organizações e campanhas têm surgido globalmente para buscar colaborar para a redução dos volumes de resíduos que atingem nossas águas, resultando na redução do seu impacto ambiental. Entre estas iniciativas, destaca-se a campanha Mares Limpos (Clean Seas) da Organização das Nações Unidas. O GT Água uniu esfoços com esta campanha para uma proposta de projeto piloto no Brasil com potencial de expansão nacional e internacional.

O projeto prevê uma plataforma multistakeholder para dar força e visibilidade às ações relacionadas a oceanos, além de estimular o engajamento de instituições do setor empresarial, governamental e da sociedade civil dando amplitude e uma base forte para seu desenvolvimento como plataforma de referência. 

OBJETIVOS

  • Reduzir o montante de resíduos sólidos, em especial o plástico, dos rios impedindo-os de alcançar os mares ao mesmo tempo em que ajuda a estimular a reciclagem via cooperativa de catadores aumentando o valor agregado dos produtos reciclados;
  • Através de uma iniciativa Guarda-Chuva – Mares Limpos da ONU e em parceria com o Grupo Temático de Água da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, estimular empresas e instituições a se engajarem em um projeto piloto para a redução dos resíduos sólidos na água e fortalecimento de cooperativas ajudando aumentar a circularidade da produção de produtos plásticos;
  • Gerar dados e relatórios que embasem uma análise de impacto da disposição incorreta de resíduos sólidos sobre o meio ambiente e sobre a atividade industrial (custos, passivos e imagem).

Para saber mais sobre o tema, confira um webinar introdutório sobre a Plataforma de Oceanos do Pacto Global.

 

 

 

Sistema de Autoavaliação de Eficiência Hídrica (SAVEh)

A Plataforma SAVEh auxilia empresas a reduzir o consumo de água através do compartilhamento de um plano de ação adequado às necessidades de cada empresa. A adesão à plataforma se dá de forma gratuita e voluntária, e o programa é capaz de beneficiar as bacias hídricas brasileiras e trazer maior segurança hídrica ao país. O projeto compreende as seguintes etapas:

1) Cada empresa membro deste grupo de trabalho leva o SAVEh para 2 indústrias (focamos em indústrias como o principal público alvo devido a maior oportunidade de impacto de economia de água), podendo ser fornecedores, clientes, parceiros, etc.;

2) Com o auxílio da equipe de operações da SAVEh, todos serão capacitados para entender como a Plataforma funciona e as informações que a indústria precisará inscrever para se cadastrar;

3) A empresa membro terá a responsabilidade de cadastrar e acompanhar as 2 indústrias selecionadas, garantindo a gestão hídrica, seu acesso à plataforma, fornecimento mensal de dados de consumo de água, produção e número de funcionários e a implementação de um Plano de Ação;

4) A empresa membro deverá ainda, garantir que suas indústrias executem seu plano de ação e o acompanhem, podendo ajudá-las na implementação destas ações tanto compartilhando conhecimentos e habilidades, quanto financeiramente;

5) Realizaremos uma reunião bimestral, onde cada empresa membro apresentará os seguintes dados: número de empresas cadastradas em sua responsabilidade (x/2); número de empresas com seu autodiagnostico completo; número de empresas com um plano de ação cadastrado e iniciado; número de empresas que finalizaram seu plano de ação; recursos utilizados (humanos e financeiros).

6) Durante esta reunião, a equipe de operações da SAVEh aborda os indicadores de Eficiência Hídrica e Água Poupada que cada empresa membro conquistou naquele determinado mês. 

Para acessar a apresentação institucional da plataforma, clique aqui.

Para acessar a apresentação do projeto, clique aqui.

 

World Toilet Summit 2019

O comitê organizador do World Toilet Summit convidou o Brasil a sediar pela primeira vez o evento na América Latina. O WTS, que está em sua 19ª edição, é realizado anualmente no mês de novembro, coincidindo com as comemorações em todos os continentes do Dia Mundial do Banheiro (19 de novembro). Em São Paulo, o evento ocorrerá entre os dias 17 e 19 de novembro de 2019.

No mundo, o problema do saneamento é gravíssimo, pois mais de 1 bilhão de pessoas ainda não possuem acesso sequer a um banheiro, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da UNICEF de 2015. Embora São Paulo, estado sede do evento neste ano, tenha uma situação melhor do que a média do país, ainda há avanços que precisam ser feitos em todo o Brasil.

A escolha do Brasil como sede do WTS também tem especial relevância considerando os números oficiais do país – SNIS 2017 - que mostram que ainda temos cerca de 35 milhões de pessoas sem água, o equivalente à população do Canadá, e quase 100 milhões de pessoas sem acesso à coleta dos esgotos – duas vezes a população da Espanha. Apenas 46% dos esgotos no Brasil são tratados, então a natureza acaba recebendo a maior parte desses poluentes, que se transformam em doenças e gastos vultosos na saúde pública. 

O evento de São Paulo deverá receber, como em edições anteriores pelo mundo, chefes de Estado, Ministros, formadores de opinião, especialistas internacionais em saneamento, políticos, instituições internacionais e nacionais, tal como membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Saiba mais sobre o evento.

 

 

Movimento Menos Perda, Mais Água

O Movimento Menos Perda, Mais Água tem como objetivo promover a eficiência na gestão dos recursos hídricos no Brasil, por meio do combate às perdas de água nos sistemas de distribuição, e contribuir para o cumprimento das metas do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) – Garantir a disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos.

O Menos Perda, Mais Água é uma iniciativa que tem como objetivo maior promover uma ampla discussão entre as empresas, sociedade civil, governos, ONG e academia sobre as perdas de água tratada e que ganhou corpo e nome no país nos últimos anos e que agora se prepara para um novo ciclo e, portanto, o desafio e a proposição de um novo plano de trabalho para suas duas áreas de atuação – Políticas Públicas e Engajamento.

Área de Ação 1 – Políticas Públicas 

Objetivo: promoção de debates com participação de vários atores da área de saneamento sobre o controle e redução de perdas de água tratada na distribuição com vistas a criar planos e ações conjuntas para o atingimento do ODS 6.4.

Área de Ação 2 – Engajamento

Objetivo: Desenvolvimento de conteúdo, estudos e publicações que contribuam para a sensibilização e engajamento de atores relevantes para a redução de perdas de água tratada na distribuição e eventos de conteúdo em redução de perdas. Alinhadas a publicação avaliar a possibilidade de realizar visitas práticas a fornecedores de soluções, realizar evento de matching e exposição de tecnologias, etc.

Para saber mais sobre o movimento, acesse o vídeo de lançamento da iniciativa.

Conheça a Cartilha de Boas Práticas criada pelo Menos Perda, Mais Água aqui.

Estudos desenvolvidos pelo Menos Perda, Mais Água

Para acessar o estudo “Perdas de Água no Sistemas de Distribuição como Agravante a Vulnerabilidade de Bacias Hidrográficas”, clique aqui.

Conheça o estudo “Perdas de Água 2018 (SNIS 2016) – Desafios para Disponibilidade Hídrica e Avanço da Eficiência do Saneamento Básico” aqui.

Ações previstas para 2019/2020:

1) Evento Anual do Movimento Menos Perda Mais Água: O evento visa criar uma oportunidade para debater os entraves e soluções para o saneamento, com ênfase nas oportunidades geradas pela redução de perdas e outros aspectos do saneamento como o reúso de água. 

2) Criação de um Hotsite: Página dedicada para a divulgação dos estudos, agendas e eventos organizados e/ou no qual haja participação do movimento ancorada no site da Rede Brasil do Pacto Global. 

3) Guia de soluções para eficiência na distribuição de água tratada: De forma simples e objetiva, visa apresentar um conjunto de soluções (tecnológicas, processuais e financeiras) que possam ser avaliadas e adotadas pelas empresas/gestores de saneamento visando reduzir os índices de perdas na distribuição no Brasil.

 

The CEO Water Mandate

O CEO Water Mandate é uma plataforma de compromisso global para a gestão corporativa da água. Ao endossar o Mandato, as empresas se comprometem publicamente a desenvolver a gestão corporativa da água nestas seis áreas*:

  1. Operações Diretas
  2. Cadeia de Fornecimento e Gestão de Bacias Hidrográficas
  3. Ação Coletiva
  4. Política Pública
  5. Envolvimento da Comunidade
  6. Transparência 

*Para saber mais sobre as áreas de compromisso, clique aqui

Todas as empresas, de todos os portes e que estão em diferentes níveis de maturidade no processo de gestão corporativa da água são bem-vindas a endossar o Mandato, desde que se comprometam com a melhoria contínua dos seus processos. O Mandato é uma iniciativa especial do Secretário Geral da ONU e do Pacto Global, implementado em parceria com o Pacific Institute. Oficializada em 2007, a iniciativa foi criada a partir do entendimento de que os desafios globais da água criam um risco para uma ampla gama de setores da indústria, para o setor público, para as comunidades locais, e para os ecossistemas. Dessa forma, a colaboração intersetorial é o caminho mais eficaz e crível para alcançar a segurança hídrica. O setor privado pode ser um parceiro crítico e vital nesse esforço. 

Além de conquistar compromissos públicos, o Mandato também promove a gestão corporativa da água ao:

  • Desenvolver pesquisa, orientação e ferramentas 
  • Promover eventos que reúnem múltiplas partes interessadas (stakeholders)
  • Facilitar e promover o desenvolvimento de ações coletivas significativas 

Para saber mais sobre a iniciativa e como se engajar nela, por favor clique aqui.

Para acessar o relatório anual do The CEO Water Mandate 2018, clique aqui.  

Confira aqui as empresas que fazem parte do The CEO Water Mandate.

Neste vídeo, Jason Morrison, do The CEO Water Mandate, fala sobre a importância do engajamento de negócios com a temática da água:

 

Saiba mais sobre o The CEO Water Mandate e seus projetos nos webinars:

1) Water Risk in Brazil and Stewardship as a Response (2017): O primeiro webinar discutiu os desafios hídricos no Brasil e como as empresas podem utilizar as ferramentas do The CEO Water Mandate para endereçar estes desafios. 

2) Water and Climate Change in Southeast Brazil: Impacts and Adaptation (2017): O segundo webinar abordou os principais impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos, com foco Região Sudeste do Brasil e as possíveis formas de enfrentar esses desafios. Também foram apresentados exemplos de boas práticas adotadas por empresas brasileiras para abordar a questão das mudanças climáticas e as principais plataformas internacionais sobre mudanças climáticas que podem ajudar as empresas. 

3) Projeto “Metas Corporativas de Água”: Em colaboração com o CDP, o World Resources Institute (WRI), o World Wide Fund for Nature (WWF), a The Nature Conservancy (TNC) e a UNEP-DHI, o CEO Water Mandate/Pacific Institute vem desenvolvendo diretrizes para estabelecer metas para as empresas que respondam às condições locais da bacia. A ambição deste guia é desenvolver um framework que seja prático e acionável e possa ser aplicado a bacias hidrográficas ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que capta a complexidade dos desafios compartilhados da água. Acesse um link para a publicação sobre a metodologia.  

4) Water Action HubNeste webinar foi apresentado o "Water Action Hub" que é uma plataforma online de compartilhamento de conhecimento e colaboração na temática da gestão corporativa da água (Water Stewardship). Esta plataforma foi desenvolvida em conjunto pelo CEO Water Mandate e pelo Pacific Institute. Para saber mais sobre esta plataforma online, clique aqui. Também encorajamos todos os atuais usuários do Water Action Hub a fazer o login e atualizar suas páginas de perfil organizacional. Você também poderá adicionar arquivos de projetos, publicações e vídeos no seu perfil. Para criar uma conta no Water Action Hub, por favor registre-se aquiPara atualizar o seu perfil, simplesmente faça login. O Water Action Hub possui uma página focada no Brasil, acesse aqui

 

 

 

Melhorando a Segurança Hídrica nas Bacias do PCJ: entendendo e respondendo ao contexto local

A partir de 2019, esse projeto-piloto será lançado nas Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), resultado de uma iniciativa global que envolve o CDP, o World Resources Institute (WRI), o World Wide Fund for Nature (WWF), a The Nature Conservancy (TNC), o UNEP-DHI e o The CEO Water Mandate/Pacific Institute. O programa prevê a criação de metas locais em relação à gestão da água, que atendam às condições da bacia, contribuindo assim para reduzir os riscos e melhorar a segurança hídrica do setor privado, que pode alinhar suas estratégias à política municipal e estadual. O projeto foi levado para outras bacias hidrográficas, em países como Colômbia, Estados Unidos, Espanha, Índia e África do Sul.

Conheça mais sobre a iniciativa neste webinar.

Publicação “Cases de sucesso do Setor Privado brasileiro na implementação de estratégias para o alcance do ODS 6”

Serão selecionados cases de sucesso das empresas que fazem parte da Rede Brasil, por meio da aplicação de critérios estabelecidos.