Dia Mundial da Alimentação: o desenvolvimento da humanidade por meio do alimento

Outubro de 2022 - Durante a maior parte do tempo em que nós seres humanos temos habitado a Terra, caçar e coletar alimentos foram as principais técnicas para garantir o nosso sustento. Esse comportamento dos nossos ancestrais exigia um estilo de vida nômade que consistia em seguir os rebanhos de animais e aproveitar os ciclos de vida sazonais das plantas comestíveis.

A partir do momento em que passaram a cultivar plantas e criar animais, a espécie humana deixou de ser nômade e passou a se fixar nas terras onde produziam esses alimentos, dando início às aldeias na formação das civilizações. Foi a partir do nascimento da agricultura com seu objetivo principal que é produzir alimentos, que originaram as grandes cidades onde se concentra a maior parte da sociedade atual.

Hoje, o desafio da alimentação humana é, principalmente, garantir segurança alimentar em todo o mundo. O Dia Mundial da Alimentação é comemorado anualmente em 16 de outubro. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e é fundamentada em quatro princípios: melhoria da nutrição, da produção de alimentos, do ambiente e da qualidade de vida das pessoas.

Em 29 de outubro de 2009 foi aprovada no Brasil a Lei No 12.077, que também estabelece 16 de outubro como o Dia Nacional da Alimentação. O objetivo da lei é mobilizar o poder público e conscientizar a sociedade brasileira da importância do combate à fome e à desnutrição. Além disso, autoriza os órgãos públicos responsáveis pelas políticas de combate à fome e à desnutrição a desenvolver atividades educativas e de estímulo à participação social na semana que contiver o mencionado dia.

Compreender a história dos alimentos também nos ajuda a entender de que maneira podemos contribuir com a transformação dos sistemas alimentares, melhorando a forma de produzir, evitando assim perdas e desperdício para ajudar a sanar os problemas que agravam a segurança alimentar global. Inclusive, a Lei nº 14.016 de 2020, incentiva empresas a doarem alimentos e refeições excedentes para pessoas, famílias ou grupos em situação de vulnerabilidade ou de risco alimentar ou nutricional.

 

A história da agricultura na produção de alimentos

Há mais de 10 mil anos, quando nossos ancestrais domesticaram plantas e animais, descobriram que poderiam se fixar e viver em um determinado lugar. Isso mudou completamente o estilo de vida da humanidade em diversos pontos do planeta. Essa forma de garantir o suprimento de alimentos, permitiu a organização social desses povos de modo que tivessem tempo de exercer outras atividades além de dedicarem suas vidas à constante busca de alimentos para sobrevivência.

A agricultura teve início durante o período Neolítico, quando algumas culturas eram produzidas, como: cevada, ervilha, lentilha, grão-de-bico, ervilhaca entre outras. Pode se dizer, que até mesmo um tipo de melhoramento genético de plantas já era realizado por esses primeiros agricultores. Conforme eles plantavam e utilizavam os grãos, percebiam os que eram melhores e assim os selecionavam para novos plantios.

Ao longo dos anos, várias técnicas de produção agrícola foram sendo desenvolvidas e aprimoradas para que se pudesse produzir mais e mais, organizando assim as mais diversas atividades que compõem o sistema alimentar e preservando a sobrevivência das civilizações.

Sabendo da importância do alimento para a manutenção da vida, podemos dizer, que a alimentação conta uma história para cada um de nós. Começa na agricultura e segue impactando cada etapa do sistema, até a distribuição e o consumo final. Trabalhar com sistemas mais sustentáveis que envolve o aperfeiçoamento de cada processo pode ser a solução para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

 

A evolução da agricultura e uso de tecnologias na produção de alimentos no Brasil

A cada dia que passa, torna-se mais evidente a importância de nossas ações para melhorar o sistema de produção de alimentos de maneira sustentável, respeitando a utilização dos recursos naturais disponíveis. A forma como produzimos, consumimos e desperdiçamos alimentos tem um grande impacto no planeta, considerando a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente.

O Brasil, além da sua extensão territorial, biodiversidade e clima tropical favorável ao cultivo, possui avançadas tecnologias no setor alimentício. Isso torna o país com condições de produzir uma variedade imensa de alimentos. Inclusive hoje, o país é um dos maiores exportadores do setor no mundo.

O uso de microbiologia na agricultura, o manuseio de produtos biológicos, a adoção de práticas de irrigação e o melhoramento genético de plantas são exemplos dos avanços tecnológicos e científicos utilizados a favor da agricultura brasileira. Tem crescido a adoção dessas tecnologias a cada ano, trazendo melhoria na produção com redução de impactos ao meio ambiente. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a expansão da fruticultura brasileira tem sido amparada pelo desenvolvimento técnico e científico que, associado à diversidade de regiões com aptidão agrícola, permite o uso consciente da terra, sem que seja necessária a exploração de novas áreas. A CNA observa que o incremento da produtividade é evidenciado pelo histórico de produção das principais frutas no período de 2010 a 2020. A produção de mangas cresceu 32%, enquanto a área cultivada reduziu-se em 6%, o que representa alta de 40,3% na produtividade. Algo semelhante ocorreu com a produção de limões e limas, cuja produtividade apresentou incremento de 17,4% no período.

 

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no contexto da agricultura e alimentação

Dois dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são apoiados por meio de iniciativas que promovem melhorias no sistema agroalimentar, o ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável e o ODS 12 – Consumo e Produção Sustentáveis.

No que tange ao ODS 2 uma das metas é, até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhoram progressivamente a qualidade da terra e do solo. Já o ODS 12 tem como uma de suas metas até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita. Além disso, apoiar países em desenvolvimento a fortalecer suas capacidades científicas e tecnológicas tendo em vista a mudança para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.

Precisamos nos conscientizar cada vez mais sobre a forma como produzimos, armazenamos, preparamos e consumimos nossos alimentos, evitando assim o desperdício, melhorando a distribuição e participando de forma ativa de sistemas alimentares mais sustentáveis.

 

O Entre Solos: semeando conexões, uma iniciativa da Plataforma pela Agricultura Sustentável, reúne informações com base na ciência, entrevistas com especialistas das mais diversas áreas ligadas aos temas da sustentabilidade nas cadeias de produção agropecuária, consumo de alimentos e outros produtos dessa cadeia. Tudo para promover descobertas, reflexões, além de compartilhar experiências.

FONTE: https://www.entresolos.org.br/dia-mundial-da-alimentacao-o-desenvolvimento-da-humanidade-por-meio-do-alimento/

Especial:

No dia da alimentação, 16 de outubro, em um ato contra a insegurança alimentar, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com o Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), transmitiram ao vivo a solenidade “Acender das Luzes” em celebração do #DMA2022. Foram iluminados: Cristo Redentor, Arcos da Lapa, Estácio de Sá e Castelo Fiocruz. Acompanhe pelo canal da ONU Brasil. Em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor, Mesa Brasil Sesc, Fiocruz, Pacto de Milão. E apoio do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e 8º Fórum Global do Pacto de Milão.

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