Organizações empresariais definem princípios para operar na Amazônia

12 de agosto de 2020 – É preciso ter um plano que garanta a rastreabilidade da pecuária, da agricultura, da mineração e dos demais produtos da Floresta Amazônica. Com esse objetivo, a Amazônia Possível lança hoje os 10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável, um documento que define diretrizes para empresas que planejam operar na Região Amazônica. Por meio de uma chamada pública, a iniciativa – composta pela Rede Brasil do Pacto Global, Instituto Arapyaú, Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Instituto Ethos e Sistema B – mapeou os principais desafios enfrentados pelas empresas em suas operações na região, cases empresariais de boas práticas e propôs a redação para os 10 Princípios.

O documento correlaciona os princípios à Agenda 2030 para reforçar a convergência do que está sendo proposto com uma visão global de sustentabilidade. Além disso, sugere indicadores para monitorar o engajamento da empresa nos 10 Princípios; mapeia iniciativas já existentes que podem apoiar a empresa a aprimorar as suas atividades de forma convergente à um desenvolvimento sustentável na região; e dá visibilidade para cases empresariais de sucesso já existentes na região.

Especialistas sobre a região Amazônica também participaram da edição final do documento, que contempla o compromisso de diferentes atores nacionais. “Esperamos que possam inspirar outras empresas e mostrar que, sim, existe uma Amazônia Possível que alinhe produção e conservação, pautada por práticas cada vez mais sustentáveis”, completou Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.

Nesse sentido, os 10 Princípios podem ser utilizados para embasar o desenho do planejamento estratégico e o exercício de priorização de projetos para que tenham mais impactos positivos na ponta das cadeias produtivas. Atualmente, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal. A perda de cobertura florestal na Amazônia ameaça o equilíbrio ambiental global, prejudica a imagem reputacional do Brasil no exterior e consequentemente impacta a economia do país de maneira negativa.

Acesse aqui o documento completo.

Princípios

  1. Eliminar o desmatamento ilegal na sua cadeia produtiva e trabalhar para reduzir o desmatamento legal, promovendo modelos de negócio que valorizem a floresta em pé.
  2. Adotar políticas corporativas e plano de gestão empresarial que promovam mitigação e adaptação à mudança do clima em suas operações diretas e na sua cadeia.
  3. Adotar políticas corporativas e plano de gestão empresarial que promovam uso sustentável dos recursos da natureza e preservação da biodiversidade.
  4. Respeitar os direitos humanos em suas atividades, cadeia produtiva e comunidades, dedicando especial atenção aos grupos vulneráveis. Quando necessário, oferecer mecanismos eficazes de remediação.
  5. Assegurar os direitos trabalhistas em todas as etapas da sua cadeia.
  6. Garantir o comércio justo pelos produtos e serviços em todas as transações de mercado.
  7. Fortalecer comunidades e fornecedores locais por meio da geração de emprego e renda, promovendo impacto social e econômico positivo na região.
  8. Investir em pesquisa e desenvolvimento para uso sustentável dos recursos naturais, fomentar a bioeconomia e soluções baseadas na natureza reconhecendo e valorizando conhecimento de comunidades tradicionais e indígenas.
  9. Estabelecer diálogo multissetorial para compreender demandas regionais e fortalecer o desenvolvimento sustentável territorial.
  10. Garantir a rastreabilidade da cadeia produtiva e assegurar a transparência dos impactos da sua atuação para a sociedade.
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