Minas Gerais recebe workshop de Avaliação de Riscos de Corrupção
Representantes de instituições brasileiras participaram do treinamento. (Foto: Reprodução/ Fiemg)

O combate à corrupção em todas suas formas, inclusive extorsão e propina, é o décimo princípio do Pacto Global, assim como está entre os Objetivos Globais da Agenda 2030 (ODS 16). Com o intuito de engajar o setor privado em torno do tema, a Rede Brasil do Pacto Global, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), promoveu no dia 4 de abril, em Belo Horizonte, o workshop de Avaliação de Riscos de Corrupção . O treinamento é realizado com base no “Guia de avaliação de risco de corrupção”, produzido pelo Pacto Global da ONU e traduzido para o português pela Rede Brasil.

Cases de boas práticas de empresas como Fundação Renova, MRV, Unimed BH, Localiza e Siemens foram apresentados durante o workshop. O encontro ainda reuniu especialistas em compliance, que debateram sobre como as medidas de integridade e a transparência nas ações favorecem a relação entre empresas e consumidores. “As empresas têm se preocupado mais com a organização do compliance porque perceberam que é risco para o negócio não ter procedimentos de conformidade e de integridade”, disse a gerente de Responsabilidade Social e Empresarial da FIEMG, Luciene Araujo.

A presidente da Comissão de Compliance da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Fernanda Lana, afirmou que não basta apenas estar de acordo com as leis e normas reguladoras, mas é preciso atuar na prevenção à corrupção. “Precisamos criar uma cultura compliance, interna e externa, porque a empresa não vive sozinha. Ela está em um ambiente com outras partes, como fornecedores, entes do governo, clientes e instituições”, alertou.

O diretor de compliance da Siemens e coordenador do GT Anticorrupção da Rede Brasil do Pacto Global, Reynaldo Goto, exaltou a realização da capacitação sobre o tema. “Ela é importante porque traz uma metodologia mundialmente reconhecida para que os executivos tenham ciência dos riscos de corrupção”, disse.

O evento ainda contou com a participação do chefe-substituto da Controladoria Regional da União do Estado de Minas Gerais, Breno Barbosa Cerqueira Alves, que abordou as principais mudanças nas normas e leis voltadas para o combate à corrupção. “Temos hoje uma linha focada na construção de um cenário ético, com procedimentos e discussões que abrangem desde a educação infantil até o relacionamento entre empresas. E outra com um cenário mais combativo em relação à corrupção. Nesse ponto, foram grandes modificações normativas com a Lei Anticorrupção, que permitiu a responsabilização das pessoas jurídicas”, comentou.

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