Direitos Humanos & Trabalho

O Grupo Temático (GT) Direitos Humanos e Trabalho discute o papel das empresas em relação às questões de direitos humanos, seja dentro da própria operação, em sua cadeia de abastecimento e nas comunidades onde operam. É formado por representantes de empresas, agências da ONU, ONGs e governo e sua agenda inclui discussões sobre igualdade de gênero, imigrantes e refugiados, direitos das pessoas LGBT, povos indígenas, pessoas com deficiência, enfrentamento ao racismo e ao trabalho forçado e promoção dos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos.

Ainda existe muito a ser feito no campo dos direitos humanos e as empresas desempenham um papel primordial na transformação desta realidade. A inclusão de mulheres no mercado de trabalho, por exemplo, está aquém do esperado. De acordo com informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo, a participação das mulheres nas empresas ainda é pequena, de 48% para pessoas com mais de 15 anos, contra 75% entre os homens. E essas diferenças, se superadas, podem impactar positivamente a economia também. Um estudo da McKinsey aponta que avanços na igualdade de gêneros adicionariam US$ 12 trilhões ao PIB global anual em 2025.

 

INICIATIVAS

Capacitação

Para disseminar os conteúdos trabalhados no grupo temático entre as demais organizações que integram o Pacto Global, são realizados webinars periódicos, sempre em parceria com algum participante do GT. A frente capacitação também contempla o Due Diligence em Direitos Humanos, um treinamento baseado nos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos, que atribui às organizações um importante papel em proteger, respeitar e remediar.

O Mundo que Queremos

Criado em homenagem aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o projeto busca promover o diálogo e gerar conscientização para a importância da inclusão dos direitos humanos na base de políticas públicas e privadas, a partir de discussões, palestras, comunicações em mídias sociais, programas e intercâmbio cultural. Faz parte da ação, realizada em parceria com a Assessoria Internacional do Governo do Estado de São Paulo, Proseftur e Klabin, seis eventos de conscientização e uma publicação, que compilará as atividades desenvolvidas. O Mundo que Queremos trouxe para o debate temas relacionados à causa indígena, racismo, LGBTI, entre outros.

Empoderando Refugiadas

É um programa criado em 2015 e que está em sua terceira edição. Qualifica profissionalmente mulheres refugiadas no Brasil para que consigam um emprego no país. Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), cerca de 9,5 mil pessoas são reconhecidas como refugiadas no Brasil, e, em 2017, 32% das solicitações de refúgio foram feitas por mulheres. A iniciativa trabalha duas importantes frentes: primeiro, dá orientação profissional às participantes; e, depois, promove relacionamentos, colocando as refugiadas em contato com empresas e com oportunidades de trabalho. Esta é uma ação conjunta de três entidades ligadas à ONU, o Pacto Global, que fala com as empresas, o ACNUR, voltado para refugiados, e a ONU Mulheres, entidade que luta pela igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Ao todo, 350 pessoas foram impactadas, e a iniciativa gerou dois produtos:  a cartilha Contratação de Refugiados e Refugiadas no Brasil e o mini documentário Recomeços – sobre mulheres, refúgio e trabalho.

WEPs
A iniciativa Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs) é uma ação conjunta do Pacto Global e da ONU Mulheres. Ferramenta para direcionar as empresas em suas iniciativas em prol do empoderamento feminino, os Princípios contribuem para a adaptação ou criação de políticas e práticas existentes. Consideram ainda os interesses dos governos e da sociedade civil e apoiam as interações com as partes interessadas, uma vez que alcançar a igualdade de gênero requer a participação de todos e todas. Conta com mais de 1.700 signatários em todo o mundo, sendo que 170 são do Brasil.