Anticorrupção

É um espaço para o desenvolvimento de projetos e para a promoção de aprendizado, diálogo construtivo e troca de experiências, influenciando pessoas e empresas e propiciando o entendimento dos riscos e das oportunidades no combate à corrupção. Além disso, procura engajar setores mais vulneráveis com a realização de Ações Coletivas de Combate à Corrupção, as quais contam com o envolvimento das empresas e contribuem para elevar o nível das discussões setoriais. As ferramentas e conhecimento criados pelo GT ajudam a formatar as estratégias internas de compliance, boa governança e transparência.

Este tema é de extrema relevância no âmbito do Pacto Global, pois o décimo princípio da iniciativa convoca as empresas a combaterem todas as formas de corrupção, em alinhamento com suas estratégias e operações. Já meta 16.5 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 visa reduzir substancialmente a corrupção e o suborno. Segundo a OCDE, a corrupção movimenta, globalmente, US$ 2,6 trilhões por ano, metade de tudo o que o mundo precisa para garantir uma infraestrutura adequada a seus cidadãos até 2030. No Brasil, estimativas feitas a partir de levantamento do Tribunal de Contas da União apontam que os prejuízos com a corrupção em obras de infraestrutura, desde a década de 1970, podem chegar a R$ 300 bilhões. Em 2017, o GT foi umas das 23 organizações no Brasil reconhecidas com o selo Pró-Integro, ação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).

 

Iniciativas

Treinamentos de Avaliação de Risco de Corrupção

Por meio de reuniões, palestras, workshops e capacitações, o Pacto Global procura indicar práticas que inspirem a ética no ambiente de negócios. Com base na publicação global Guia de Avaliação de Riscos de Corrupção, a Rede Brasil desenvolveu um treinamento específico para o Brasil, adaptando o conteúdo e a metodologia para as necessidades do país.

Ação coletiva no setor da construção civil

O Pacto Global quer unir forças com diversos agentes da sociedade para combater a corrupção neste setor. Assim, o primeiro passo desta ação coletiva foi o lançamento da Cartilha Integridade no Setor da Construção, que apresenta um compilado de cenários fictícios sobre os principais desafios, riscos e problemas regulatórios que podem ser enfrentados por empresas do setor em seu cotidiano. São 13 diferentes situações e para cada caso, a publicação traz recomendações de como a companhia deve agir. Primeiro, são discutidas as medidas a serem adotadas para que a empresa evite ser exposta a uma proposição de corrupção. Depois, o guia elenca as ações a serem adotadas quando a solicitação de corrupção acaba ocorrendo. Por último, há um box com sugestões de mudanças estruturais necessárias no país para que se reduzam as chances dessas situações ocorrerem. A elaboração da cartilha contou com o apoio de empresas da construção relacionadas a casos recentes de corrupção, além do Instituto Ethos, parceiro do Pacto Global. O programa envolvendo a construção civil contará ainda com outras ações, como, por exemplo, treinamentos de conscientização.

Ação coletiva no setor de limpeza urbana

Idealizada por empresas e organizações do setor, a ação coletiva em limpeza urbana teve início em meados de 2018 e conta com as parcerias de empresas e do Instituto Ethos. O programa irá contemplar uma cartilha, nos moldes da publicação feita para a construção civil, além de treinamentos de engajamento contra a corrupção.

Plataforma de ação para a Paz, Justiça e Instituições Fortes
A plataforma, oferecida pelo Pacto Global internacionalmente, tem o objetivo de direcionar a forma como os governos, a sociedade civil e as empresas colaboram para o fortalecimento da paz, da justiça e das instituições, servindo como uma base crítica para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A ferramenta disponibilizará alguns padrões de negócios mundialmente aceitos, os quais permitirão entender, implementar e reportar o envolvimento do setor privado nessas três áreas. Também será um espaço para as empresas, a sociedade civil, os investidores, os governos e a ONU se envolverem em um diálogo significativo que resulte em ações concretas para melhorar a responsabilidade, a integridade e a transparência nas organizações e nos países em que operam.