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Para a coordenadora do GT ODS da Rede Brasil, Giovana Sgreccia, a abordagem com o SDG Compass permite às empresas escolher os ODS mais relevantes
Imagem: Fellipe Abreu/Rede Brasil do Pacto Global

Cresce procura por treinamentos para adoção dos ODS na estratégia empresarial

Publicado em 28 de novembro de 2017

Na medida em que as empresas assumem cada vez mais compromissos com a sustentabilidade, a busca por ferramentas e treinamentos que auxiliam na inserção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas práticas corporativas é crescente. É o caso do workshop sobre o Guia de Implementação dos ODS para empresas (SDG Compass), oferecido pela Rede Brasil do Pacto Global, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e o Global Reporting Initiative (GRI).

O treinamento, desenvolvido pelo Grupo Temático ODS da Rede Brasil do Pacto Global, aborda os cinco passos contemplados na publicação por meio de conteúdos expositivos, cases e dinâmicas, e é adaptável para organizações e empresas de vários portes. Desde seu lançamento em 2016, o curso já foi ministrado em pelo menos cinco estados brasileiros, impactando mais de 500 participantes, e agora passa a receber demandas in-company - o que já ocorreu em empresas como Itaipu Binacional e Eletrobras.

Giovana Sgreccia, Gerente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos no Itaú Unibanco e  coordenadora do GT ODS da Rede Brasil do Pacto Global, entende que “a abordagem do SDG Compass é interessante, uma vez que busca o olhar para o impacto empresarial dentro da agenda e, com ele, a análise dos ODS mais relevantes para as organizações”. Apesar de práticas sustentáveis trazerem à iniciativa privada um ganho de reputação e imagem, cumprir os ODS não se trata uma questão aspiracional.

De acordo com Glaucia Terreo, Head do GRI no Brasil, algumas companhias ainda têm dificuldade em transformar o discurso sustentável em ações, mas isso tem sido equilibrado com o interesse manifestado por elas. “Se as empresas não entenderem de maneira sistêmica que pelo menos parte dos ODS precisam ser alcançados até 2030, o resultado será desastroso para os negócios também”, alerta. Tatiana Araujo, Assessora de Projetos Institucionais do CEBDS, aponta que entre as grandes vantagens dos workshops estão o favorecimento da troca de informações e experiências entre os profissionais que já atuam na área, além do crescente interesse pelos Objetivos Globais. “Há uma demanda latente de empresas querendo entender mais sobre o tema”.

SDG Compass
Lançado em novembro de 2015, o Guia SDG Compass foi desenvolvido pelo UN Global Compact, World Business Council for Sustainable Development e Global Reporting Initiative. No mesmo ano, as três organizações lançaram no Brasil a versão traduzida do documento. Em 2016, o GT ODS da Rede Brasil do Pacto Global, com o apoio especial das empresas Enel Brasil, Itaú Unibanco e Vale, criou uma metodologia que abrange a implementação dos cinco passos contidos no guia. Os treinamentos sobre o guia SDG Compass foram amplamente implementados, como na maratona de workshops "Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Da teoria à prática - Workshop do Guia dos ODS para as empresas (SDG Compass)", em Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo, bem como em edições já realizadas em Curitiba , Rio de Janeiro e João Pessoa.  

GT ODS e os Objetivos Globais
O Grupo Temático ODS é liderado pelo Itaú Unibanco desde sua criação, em 2015, e hoje congrega mais de 50 organizações. Entre seus pricipais objetivos estão o desenvolvimento de ferramentas e a disseminação de conhecimentos sobre a atuação empresarial guiada pelos ODS, bem como a promoção de parcerias que potencializem o alcance da agenda.

Instituídos em setembro de 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam uma agenda global que só pode ser atingida com o trabalho conjunto de governo, setor privado e sociedade civil. Neste contexto, as empresas desempenham um papel de destaque – de “parceiras vitais no alcance dos ODS”, como disse Ban Ki-moon, ex-Secretário Geral da ONU - e devem contribuir com estratégias corporativas que incorporem o cumprimento deles. Ainda segundo o ex-Secretário Geral, a missão deve vir das atividades principais que as companhias desempenham, e é importante que elas “avaliem seu impacto, estabeleçam metas ambiciosas e comuniquem seu resultado de forma transparente”.

 


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