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Eventos da Rede Brasileira do

Pacto Global

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Presença marcante no Leaders Summit 2013

Publicado em 16 de outubro de 2013

Rede Brasileira do Pacto Global marca presença na Cúpula de Líderes em NY e ganha até um ‘bom dia’ do Secretário-Geral da ONU.

Com uma das maiores delegações – mais de 40 representantes – Rede Brasileira foi a maior patrocinadora do encontro e também contribuiu de forma substantiva com muitos dos eventos paralelos.

A Rede Brasileira do Pacto Global voltou da 4ª Cúpula de Líderes, realizada em Nova York (19 e 20/09), como um saldo positivo na mala: além de ter sido uma das principais patrocinadoras do encontro – por meio das signatárias Petrobras, Braskem, CPFL Energia e Abril –, registrou uma das maiores delegações (mais de 40 representantes) e marcou presença em alguns dos principais espaços de debate e intercâmbio de experiências.

Em seu discurso de abertura, no segundo dia do encontro, o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon quebrou o protocolo para encontros realizados em NY, em que apenas as línguas oficiais da ONU são reconhecidas (inglês, francês, espanhol, chinês, russo e árabe). Ao iniciar sua fala, o sul-coreano hesitou por uma fração de segundos depois de dar ‘bom dia’ nos idiomas oficias e disse: “Eu vi que o Português também está sendo traduzido aqui hoje, então ‘Bom dia’”, concluiu num sorriso amigável, arrancando também sorrisos da plateia.

“Fomos reconhecidos pela forma com que a Rede se portou neste encontro”, destacou Jorge Soto, presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global e diretor de sustentabilidade da Braskem. “Este reconhecimento decorre da ativa participação nossa em pelo menos cinco momentos importantes, sendo o principal deles o evento lateral da Rede Brasileira, que teve duração de duas horas e contou com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, além de dois embaixadores, um senador da república e membros de outras redes locais do Pacto”, conta o executivo.

Outra participação importante da Rede Brasileira foi no lançamento da Plataforma de Parcerias, conhecida em inglês como Partnership Hubs. “Seus comentários sobre a necessidade de avançarmos nos compromissos da Rio+20 através desta plataforma  foram muito importantes e deram vida a todo o propósito de sua criação”, escreveu a Soto uma representante do Pacto Global em Nova York. A Plataforma de Parcerias funciona como um ponto virtual de intercâmbio e parceria, permitindo que as empresas, por localidade, vejam onde há interesses comuns e possam encontrar meios de colaborar.

Soto também representou a Rede Brasileira nas discussões sobre Movimentos Locais de Sustentabilidade. “Tivemos uma discussão importante sobre como as redes locais podem ampliar a particpação de seus membros na construção e implementação da agenda pós-2015”, conta. O executivo lembra que essa discussão sobre o pós-2015 surgiu na Rio+20 e que, a partir disso, definiu-se que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) seriam definidos. “Uma das iniciativas do Pacto Global, durante a Rio+20, reuniu cerca de 220 líderes empresariais e de organizações para assinar a Carta de Compromissos, um compromisso concreto de contribuição para dez pontos que considerávamos relevantes há um ano. Hoje vemos que eles estão completamente alinhados com o que está sendo discutido aqui no encontro e na construção da agenda pós-2015”, explica.

A participação da Rede Brasileira na Cúpula de Líderes também foi marcada por dois eventos organizados pela Petrobras: um almoço no primeiro dia (19/09) e um café da manhã no segundo e último dia do encontro (20/09).  “O mundo dos negócios sempre foi colocado à parte das questões de sustentabilidade. Grandes investimentos ainda são feitas no mundo inteiro sem que se olhe para as pessoas envolvidas e para seus impactos sobre estas comunidades”, ressaltou Armando Tripodi, gerente executivo de responsabilidade social da Petrobras. “Nosso objetivo neste encontro é mostrar que nossa experiência tem provado algo importante: a sustentabilidade está alinhada aos negócios”, explicou.

O executivo lembra que a Petrobras tem em sua marca um de seus grandes valores. “O grande peso que essa marca tem decorre, segundo institutos de pesquisa independentes, do valor dos investimentos sociais que são feitos. Isso quer dizer que exercer a sustentabilidade social também é bom para o negócio e também agrega valor."

Para Marcelo Araújo, presidente-executivo do Grupo Libra, a Rede Brasileira do Pacto Global tem um significado grande dentro do contexto do Pacto Global por ser a quarta maior em número de membros. “Temos muito a mostrar às demais redes assim como temos muito a aprende. E este encontro é o local ideal para que isso aconteça", afirma. “O Brasil se tornou, de fato, um ator global e o empresário brasileiro tem muito a contribuir para esse processo. O Pacto Global surge como um dos mecanismos. Não é o único, mas é muito relevante pelo seu prestígio global e, cada vez mais, seu prestígio local."

A Administradora mundial do PNUD, Helen Clark, a terceira na linha de comando da ONU após o Secretário-Geral Ban Ki-moon, mostrou-se sensibilizada com a participação da Rede Brasileira no evento. “Parabéns à Rede Brasileira do Pacto Global por patrocinar esta grande Cúpula de Líderes do Pacto Global, aqui em Nova York, às vésperas da grande semana para a Assembleia Geral das Nações Unidas”, afirmou  a neozelandesa momentos depois de sua participação em uma das salas de debate. “O Brasil é conhecido por um setor privado ativo e por suas empresas fortes e vibrantes. E vocês estão dando uma grande contribuição para o desenvolvimento”, concluiu.

Representantes da Rede Brasileira do Pacto Global no Leaders Summit 2013.

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Pequeno vídeo que veiculou nos corredores do evento.

 

Pesquisa com presidentes e diretores-executivos

Empresários da Rede Brasileira também tiveram destaque no Estudo sobre Sustentabilidade com Diretores-Executivos 2013 do Pacto Global da ONU e Accenture – Arquitetos de um Mundo Melhor, lançado no último dia do encontro. Foram consultados mais de 1.000 diretores-executivos de 27 diferentes setores, em mais 103 países.  O estudo também incluiu entrevistas em profundidade com 75 ‘CEOs’ (da sigla em inglês para Chief Executive Officer) e uma análise das empresas que combinam, de forma bem-sucedida, a liderança em sustentabilidade com liderança no desempenho dos negócios.

Os executivos brasileiros Carlos Fadigas (Braskem) e Carlos Brito (Anheuser-Busch InBev) fizeram parte deste seleto grupo.  “Sustentabilidade é um compsomisso, um alvo e também uma oportunidade de negócio”, disse Fadigas em sua entrevista. Esta pesquisa, realizada a cada três anos pelo Pacto Global das Nações Unidas e a Accenture, é a maior estudo desse tipo sobre sustentabilidade envolvendo de executivos de posição mais elevada nas empresas.

Segundo a pesquisa, mais de dois terços dos diretores-executivos executivos entrevistados (67%) acreditam que a empresa não está fazendo o suficiente para enfrentar os desafios globais de sustentabilidade. Apesar das evidências de que estejam fortemente empenhados a incorporar a sustentabilidade em suas organizações, a grande maioria dos CEOs diz que são necessárias medidas para incentivar e premiar líderes de sustentabilidade, desbloqueando, assim, todo o potencial do setor privado neste área.

No total, 78% dos altos executivos consultados ??consideram a sustentabilidade como um caminho para o crescimento e para a inovação, e 79% acreditam que ela trará vantagens competitivas em sua indústria. No entanto, os CEOs avaliam que o clima econômico e uma série de prioridades concorrentes acabam criando obstáculos para incorporar a sustentabilidade em grande escala dentro de suas empresas.


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