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Durante o diálogo, foi salientada a urgência de as empresas incluírem em suas estratégias a eliminação de gases poluentes na atmosfera
Imagem: Alessandra Fratus

Qual a contribuição das empresas para a meta nacional de redução de emissões de carbono?

Publicado em 23 de setembro de 2016

Uma discussão ampla. O diálogo “Cenário Atual das Discussões sobre Mudança do Clima no Brasil”, promovido pelo Grupo de Trabalho de Energia e Clima pela Rede Brasil do Pacto Global, no dia 19 de setembro, trouxe um importante debate com especialistas sobre o assunto mudanças climáticas no Brasil, abordando os temas de adaptação, mitigação e precificação de carbono. A avaliação foi consenso entre os participantes do evento, cuja proposta foi dialogar sobre a contribuição brasileira dentro cenário das mudanças do clima com representantes do setor privado – especialmente após a ratificação do Acordo de Paris pelo Governo Federal. 

O secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, apresentou as metas brasileiras de redução de emissões de gases estufa — as NDCs brasileiras, problematizando os níveis de ambição, assim como mecanismos e propostas de financiamento para implementação das metas. “No Brasil, ainda não está claro como uma meta nacional aterrissa nos setores e nas empresas. Acho que a primeira pergunta que a empresa tem que fazer é ‘qual é a minha contribuição para a meta nacional de redução de emissões? ’. Já a segunda é ‘qual é a minha estratégia de produção de negócios a longo prazo para eliminar as emissões? ’”, afirmou.

Pesquisadora do Centro de estudos em sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Inaiê Santos trouxe dados sobre mitigação e instrumentos econômicos para a regulação de questões ambientais, necessários para o debate sobre a redução das emissões propostas pelo Acordo de Paris. Para ela, apesar de não fornecer a medida necessária de quanto cada país deve emitir, o Acordo coloca os países e setores da sociedade em uma mesma base de diálogo.  “Essa é a jogada: tentar trazer todas as partes para a mesa, com base no que eles consideravam possível e justo atingir ”, comentou.

O especialista sênior de Finanças do Banco Mundial, Alexandre Kossoy, trouxe um relatório inédito sobre o cenário de precificação de carbono em âmbito mundial — foi a primeira vez que os dados foram apresentados, já que o lançamento oficial acontece em outubro. O coordenador-geral de Energia e Sustentabilidade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Demetrio Florentino Toledo Filho, também participou da discussão.

Para o gerente de sustentabilidade da CPFL, Carlo Pereira, que é coordenador do GT, a discussão foi interessante, pois a mesa abarcou esferas do governo, organismo internacional, academia e sociedade civil. “Acho que isso ajuda a formar um pouco do pensamento dos representantes das empresas para entenderem a urgência do assunto, para que comecem a pensar em suas estratégias de negócios em um mundo que precisa eliminar emissões urgentemente”, disse. 


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