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Mario Mottin destacou a necessidade de tornar a Agenda 2030 atrativa para o setor privado

GT ODS recebe representante do Itamaraty

Publicado em 7 de setembro de 2016

Na última semana representantes do PNUD e do Ministério da Relações Exteriores estiveram na reunião do GT ODS do Pacto Global da ONU. O encontro teve como foco o debate sobre os próximos passos para implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. A discussão focou na internalização das metas levando em conta o contexto brasileiro e como trabalhá-las de maneira integrada entre governo, setor privado e sociedade civil. Além disso, debateu-se sobre o papel das empresas signatárias do Pacto Global na atuação dos ODS. 

Voltando-se para o setor empresarial, Mario Mottin, coordenador-geral de Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e também co-presidente da Força-Tarefa para implementação da Agenda 2030, expôs a necessidade de tornar os ODS atrativos para empresas e organizações, de modo a atingir um engajamento construtivo. Dentro do tema, uma inquietação trazida pelas organizações que participam do GT foi a dificuldade de encontrar indicações sobre como implementar os ODS de maneira concreta. “Muitas empresas buscam o que fazer de forma efetiva e não acham”, comentou.

Haroldo Machado Filho, Assessor Sênior do PNUD, e Beatriz Martins Caneiro, Secretária Executiva da Rede Brasil do Pacto Global, destacaram o guia SDG Compass como a proposta do PNUD e da Rede Brasil para implementação dos ODS no ambiente empresarial. Segundo Beatriz, treinamentos e workshops já estão acontecendo, e os próximos passos consistem em adaptar cada vez mais o guia para a realidade das empresas brasileira, especialmente PMEs.

Para Machado Filho, momentos de diálogo entre PNUD e Rede Brasil são fundamentais. Neste encontro, ele destacou a relevância da presença de Mário Mottin, que, além de representar a esfera pública, acompanha o processo dos ODS desde o início e participará da Comissão Nacional dos ODS que será formada. “É importante haver essa inter-relação entre o Pacto e a Comissão Nacional, e o PNUD fará o possível para facilitar esta conversa”. 

Mottin lembrou que o processo de elaboração e concepção dos 17 ODS envolveu diversas consultas com sociedade civil, governo e setor privado. “É uma agenda de todos para todos”, disse. Dentro do tema, ele expôs movimentações feitas pelo setor público que buscam aproximar as metas para a realidade brasileira — como a realização de pesquisas em parceria com o Ministério do Planejamento, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) —, além do processo de identificação de indicadores nacionais. 


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