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Cerca de 30 refugiadas ou solicitantes de refúgio foram atendidas desde novembro de 2015

'Empoderando Refugiadas' finaliza piloto

Publicado em 27 de junho de 2016

Segundo relatório da ONU, lançado em 20 de junho, o número de pessoas deslocadas por motivos de conflitos e perseguições em todo o mundo chegou a 65,3 milhões em 2015. O número é quase 10% maior em relação ao registrado em 2014, que foi de 59,5 milhões, e que é considerado um recorde pela agência da ONU para Refugiados (ACNUR). De acordo com o órgão, atualmente, uma em cada 113 pessoas no mundo é refugiada, requerente de asilo ou deslocada internamente.

Neste contexto, será realizado no dia 30 de junho, na sede da Sodexo, em São Paulo, o evento de encerramento da primeira edição do projeto Empoderando Refugiadas, que desde novembro de 2015 sensibiliza o setor privado sobre o tema dos refugiados. Durante a atividade, as refugiadas terão a oportunidade de trocar suas experiências de vida com os representantes de empresas sobre seus desafios de integração no Brasil.

O  Empoderando Refugiadas é uma iniciativa do Grupo de Direitos Humanos e Trabalho da Rede Brasil do Pacto Global, realizada em parceria com o ACNUR, a ONU Mulheres, a Caritas São Paulo, a empresa de recursos humanos Fox Time e o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR). O projeto conta com o apoio das Lojas Renner, Itaipu Binacional, Sodexo e Consulado da Mulher.

“Queremos incentivar o diálogo entre as refugiadas e representantes de empresas sobre o papel que o setor privado pode desempenhar aqui no Brasil na resolução destes obstáculos. Acreditamos que as empresas têm um papel fundamental”, afirma a responsável pelo Engajamento e Parcerias da Rede Brasil do Pacto Global, Vanessa Tarantini.

Ao todo, cerca de 30 mulheres de diferentes países, entre refugiadas e solicitantes de refúgio, foram atendidas. Elas participaram de três workshops (planejamento financeiro e profissional, direitos como refugiadas, mulheres trabalhadoras e habilidades práticas para melhorar o português). Além disso, elas receberam sessões de coaching e articulação com futuros empregadores. Vale lembrar que o trabalho de sensibilização com empresas é contínuo e os parceiros continuam buscando recolocar profissionalmente as refugiadas. O objetivo é que todas estejam empregadas e sejam autossuficientes financeiramente.

“Estamos muito felizes com os resultados alcançados neste período do piloto, que passam por contratações diretas, orientações individuais sobre carreira, oportunidades profissionais e networking. Vemos muito potencial no projeto, que contou com o apoio de grandes empresas”, comentou Vanessa.

 


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