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As empresas foram reconhecidas por atenderem a pelo menos um dos sete princípios da ONU Mulheres
Imagem: Nilton Rolin/Itaipu Binacional

Unilever, Renault e Cene Hospitallar são ouro no Prêmio WEPs Brasil 2016

Publicado em 5 de abril de 2016

A Unilever Brasil e a Renault do Brasil dividiram o ouro na categoria de grande porte do Prêmio WEPs Brasil 2016 – Empresas Empoderando Mulheres. Na categoria de médio porte, a premiada foi a empresa Home Care Cene Hospitallar, que levou pela segunda vez a premiação.

Os nomes dos vencedores foram conhecidos em solenidade no dia 29 de março no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu (PR). A cerimônia reuniu autoridades nacionais e internacionais em equidade do gênero, CEOs e convidados especiais. No total, 48 organizações receberam algum tipo de reconhecimento (troféu ou menção honrosa), por atenderem plenamente a pelo menos um dos sete princípios estabelecidos pela ONU Mulheres.

O Prêmio WEPs Brasil – Empresas Empoderando Mulheres chegou à segunda edição com a responsabilidade de contribuir para o atendimento das demandas femininas em todo o mundo.  A premiação é uma realização da Itaipu Binacional, da ONU, por meio da UN Women, ONU Mulheres – em parceria com suas representações brasileiras –, UN Global Compact, Rede Brasil do Pacto Global e portal Tempo de Mulher. A iniciativa também busca contribuir para a disseminação dos WEPs no Brasil, incentivando sua adoção como ferramenta de gestão para iniciativas promotoras da equidade de gênero nas organizações.

O presidente da Rede Brasil do Pacto Global, André Oliveira (na foto abaixo), destacou o trabalho da Itaipu Binacional, por inspirar a temática da igualdade de gênero. “Reitero a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em especial o ODS 5, ‘alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas’. Nós do Pacto nos apresentamos com um conector do setor privado, com o setor público e a sociedade civil neste desafio. O Brasil é o segundo país em número de signatários e dois terços também fazem parte do Pacto Global”, disse. Ele aproveitou para comentar que, durante o encontro anual do WEPs, em Nova York, a diretora executiva do UN Global Compact, Lise Kingo, revelou que a instituição não participará mais de eventos cujos painéis não tenham a participação de mulheres.

Premiadas
A diretora presidente da Home Care Cene Hospitallar, Sueli Kaiser, que recebeu o troféu na categoria média empresa, comemorou com entusiasmo a premiação. “É o trabalho de uma equipe inteira e é para ela que dedico esse prêmio”, afirmou. Já o diretor de Recursos Humanos da Unilever Brasil, Fernando Rodrigueiro, agradeceu a parceria e disse que não é possível pensar num mundo sustentável sem pensar na questão da equidade de gênero.

O presidente da Renault do Brasil, Fabrice Cambolive, fez questão de passar a palavra para a diretora de Recursos Humanos Brasil, Ana Paula Camargo, envolvida desde o início com o processo de implantação das políticas de igualdade de gênero na empresa. Ana destacou os esforços da organização para que a equidade seja de fato uma realidade, com as mulheres ocupando metade dos cargos de chefia na empresa.

Papel das lideranças
Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, a luta feminista é de todas as pessoas que acreditam na construção de uma sociedade mais igualitária e democrática, em que a diversidade de experiências e escolhas esteja contemplada. “Nós, como executivos à frente das empresas, temos obrigação de continuar a manter esse processo, porque ainda há muito a fazer. Sabemos que as mulheres não perdem a coragem nunca. Estão aí o tempo todo encampando movimentos políticos, estudantis, mas ainda são poucas na representação política, no comando das empresas”, disse.

Segundo a diretora financeira executiva da Itaipu, Margaret Groff, “a igualdade de gênero é um direito humano básico, e a sua concretização tem enormes implicações socioeconômicas. O empoderamento das mulheres é um catalisador para a prosperidade da economia, estimulando a produtividade e o crescimento”, observou. No entanto, comentou que as desigualdades de gênero permanecem profundamente arraigadas no mundo. “As mulheres sofrem violência e discriminação e estão subrepresentadas em processos decisórios.” Margaret posou para foto (abaixo) com representantes das outras organizações que realizam o Prêmio.

Século da igualdade
Segundo a secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica da Secretaria de Politicas para as Mulheres, Tatau Godinho, muitos dizem que esse é o século das mulheres, mas é preciso avançar muito para que também seja o século da igualdade. “Em várias pesquisas, as mulheres respondem que entrar para o mundo do trabalho foi uma grande transformação na vida delas. Mas sabemos que a ocupação ainda não se dá de forma igual”, afirmou. Tatau agradeceu o empenho, a obsessão das mulheres em buscar a igualdade e também aos homens que entenderam essa proposta nos últimos anos.

A diretora e representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, disse que as empresas são meios importantes de mobilização para as Metas Globais da ONU. E o prêmio WEPs Brasil tem papel importante nesse trabalho.

WEPs
Sigla em inglês de Women’s Empowerment Principles, que significa Princípios de Empoderamento das Mulheres. Lançados em 2010, numa parceria entre a ONU Mulheres e o Pacto Global, eles têm o objetivo de ajudar as empresas a criarem ou adaptarem as políticas e práticas existentes para concretizar o empoderamento das mulheres. Os sete princípios se baseiam no exemplo de empresas líderes de diferentes setores no mundo e propõem uma abordagem prática para o avanço das mulheres.

 

Conheça os sete princípios para o Empoderamento das Mulheres, lançados pela ONU Mulheres e o Pacto Global da ONU em 2010

1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível;

2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação;

3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa;

4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres;

5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing;

6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social;

7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.


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