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Marcos Rossa, segundo da esquerda para a direita, representou a Rede Brasileira no evento global
Imagem: UN Global Compact

Aniversário de 10 anos do 10º princípio do Pacto Global Anticorrupção

Publicado em 16 de julho de 2014

“As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.” Há dez anos, o Pacto Global das Nações Unidas criou seu 10º princípio, destacando a importância do combate à corrupção no dia a dia das organizações em todo o mundo.

Na data oficial do aniversário, 24 de junho de 2014, o Pacto Global promoveu em Genebra, na Suíça, um encontro especial do Grupo de Trabalho Anticorrupção. Estiveram presentes 60 executivos e advogados de grandes empresas da área de integridade – conhecida como compliance. Do Brasil, estiveram presentes o Instituto Ethos e o Grupo Libra, que representou a Rede Brasileira do Pacto Global no evento.

Gerente geral de sustentabilidade e segurança do trabalho no Grupo Libra, Marcos Rossa mostrou os esforços adotados pela empresa na estruturação de um programa de Integridade voltado para todos os públicos com os quais se relaciona – colaboradores, fornecedores, agentes públicos, clientes e comunidade.

Rossa destacou o programa social Libra Cidadania, voltado para o primeiro emprego e profissionalização de jovens que residem nas proximidades de áreas portuárias e de logística. “Queremos formar um jovem preparado para os desafios que a humanidade já está enfrentando, com uma visão voltada para sustentabilidade, ética e cidadania, em temas como reciclagem e uso de fontes de energia alternativas”, explicou.

Lei Anticorrupção

Marcos Rossa também abordou o impacto positivo da Lei 12.846, em vigor no País desde fevereiro de 2014. A Lei Anticorrupção, como é conhecida, responsabiliza e favorece a punição de empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira. “Constatamos que a onda de ética e anticorrupção está alcançando uma força muito grande também nos países emergentes como um todo e não apenas no Brasil, onde recém-iniciamos nossa jornada pela integridade”, afirmou Rossa.

Para ajudar na adequação das empresas à nova legislação, a Rede Brasileira do Pacto Global já realizou dois workshops sobre o tema, em São Paulo e Curitiba. As oficinas, promovidas pelo Grupo Temático Anticorrupção, debateram temas como cultura de compliance, gestão de riscos, canais de denúncia e de remediação internos nas organizações.

“Call to Action”

O encontro em Genebra também marcou o lançamento da iniciativa “Call to Action: Anti-Corruption and the Global Development Agenda” (Chamado à Ação: Anticorrupção e a Agenda de Desenvolvimento Global), do Pacto Global.

Empresas de todo o mundo são convidadas a assinar o chamado, que cobra medidas concretas de combate à corrupção por parte dos governos - como a implementação de políticas para o estabelecimento de medidas de integridade.

"Uma década atrás, já era claro que a corrupção corrói profundamente a prática comercial a e boa governança", disse Georg Kell, Diretor Executivo do Pacto Global da ONU. "Embora muito tenha sido feito, é evidente que a corrupção continua a ser um desafio crítico para os negócios. Só através da promoção de uma cultura de integridade, transparência, responsabilidade e boa governança poderemos alcançar uma economia global justa, sustentável e inclusiva."

Para mais informações sobre como assinar o Call to Action, acesse o site do Pacto Global Nova York (em inglês).

Faça também o download da publicação A Guide for Anti-Corruption Risk Assessment – Guia para Avaliação de Riscos Anticorrupção, disponível em inglês.

Por Júlia Tavares, da Rede Brasileira do Pacto Global


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